terça-feira, 16 de agosto de 2011

É verdade: o amor é cego

Um dos ditados mais antigos que conhecemos foi levado ao pé da letra por pesquisadores holandeses, que acabaram provando que o amor, de fato, cega as pessoas. Para os estudiosos, quando estamos apaixonados temos a tendência a ver a pessoa amada através de "lentes cor-de-rosa", que passam por cima dos narizes tortos, pneuzinhos e outras coisinhas que "enfeiam" o príncipe (ou a princesa) encantado(a).

O resultado da tal pesquisa? Homens e mulheres veem as suas caras-metade mais bonitas do que elas realmente são. O fenônemo pode explicar certos casais estranhos que vemos por aí, até mesmo no mundo das celebridades, como... Beyoncé e Jay-Z.


Os cientistas holandeses criaram a teoria da "ilusão positiva" depois de pedir para cerca de 70 casais para darem notas aos parceiros e responder perguntas sobre beleza. Os participantes também tinham que dizer o quão belo eles imaginavam que seus amados eram aos olhos de terceiros, e como eles classificavam os queridos em uma lista de outras pessoas de diferentes idades, e todas as respostas eram mantidas em sigilo para não influenciar as outras metades dos casais.

Ao final da pesquisa, os 140 participantes ainda foram ranqueados pelo público que se candidatou ao júri do estudo. O resultado comprovou: a beleza está nos olhos de quem vê. Todos os participantes acreditavam que seus parceiros eram mais bonitos do que realmente eram. E como pesquisas anteriores já haviam provado que também vemos nossos amados como mais simpáticos e inteligentes do que são na "vida real", parece que o amor é cego, em todos os sentidos.


"Durante um romance, os parceiros vão, frequentemente, encobrir os aspectos negativos e conflituosos que possam levar ao pensamento que aquela não é a pessoa 'certa' para eles", disseram os pesquisadores, que explicaram que esse "medo" é normal, uma vez que os defeitos do outro só aparecem depois de algum tempo, quando já investimos naquela relação.

Mas ver um príncipe onde na verdade existe um sapo, pode acabar causando inveja, e induzir as pessoas a ter casamentos infelizes. Mas os cientistas ainda disseram que farão uma nova pesquisa para checar se essa "cegueira" se mantém depois de anos de casamento, uma vez que os casais pesquisados estavam juntos há uma média de dois anos. "Provavelmente as ilusões positivas são muito mais fortes no início do namoro, quando temos uma tendência a idealizar como será o relacionamento", disseram. "Mas também pode ser mais fortes porque quando as pessoas são mais jovens, são, consequentemente, mais atraentes", completaram.

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