sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Sugestões importantes do Feng Shui


A bagunça é inimiga da prosperidade. Ninguém está livre da desorganização. A bagunça forma-se sem que se perceba e nem sempre é visível. A sala parece em ordem, a cozinha também, mas basta abrir os armários para ver que estão cheios de inutilidades.
 
De acordo com o FENG SHUI INTERIOR (uma corrente do Feng Shui que mistura aspectos psicológicos dos moradores com conceitos da tradicional técnica chinesa de harmonização de ambientes):
   
BAGUNÇA PROVOCA:
- cansaço e imobilidade
- faz as pessoas viverem no passado
- engorda
- confunde
- deprime
- tira o foco de coisas importantes
- atrasa a vida e
- atrapalha relacionamentos
 
 
Para evitar tudo isso fique atento às
 
OITO REGRAS PARA DOMAR A BAGUNÇA:
1. Jogue fora o jornal de anteontem.
2. Somente coloque uma coisa nova em casa quando se livrar de uma velha.
3. Tenha cestos de lixo espalhados nos ambientes, use-os e limpe-os diariamente.
4. Guarde coisas semelhantes juntas; arrume roupas no armário de acordo com a cor e fique só com as que utiliza mesmo.
5. Toda sexta-feira é dia de jogar papel fora.
6. Todo dia 30, por exemplo, faça limpeza geral e use caixas de papelão marcadas:
* LIXO
* CONSERTOS
* RECICLAGEM
* EM DÚVIDA
* PRESENTES
* DOAÇÃO...
Após enchê-las, se livre de tudo !!!
7. Organize devagar, comece por gavetas e armários e depois escolha um cômodo, faça tudo no seu ritmo e observe as mudanças acontecendo na sua vida.
 
8. Veja uma lista de atitudes pessoais capazes de esgotar as nossas energias.
 
(Conheça cada uma dessas ações para evitar a 'crise energética pessoal')
   
1. Maus hábitos, falta de cuidado com o corpo
 
Descanso, boa alimentação, hábitos saudáveis, exercícios físicos e o lazer são sempre colocados em segundo plano.
 
A rotina corrida e a competitividade fazem com que haja negligência em relação a aspectos básicos para a manutenção da saúde energética.
 
 
2. Pensamentos obsessivos
 
Pensar gasta energia, e todos nós sabemos disso.
 
Ficar remoendo um problema cansa mais do que um dia inteiro de trabalho físico.
 
Quem não tem domínio sobre seus pensamentos torna-se escravo da mente e acaba gastando a energia que poderia ser convertida em atitudes concretas, além de alimentar ainda mais os conflitos.
 
Não basta estar atento ao volume de pensamentos, é preciso prestar atenção à qualidade deles.
 
Pensamentos positivos, éticos e elevados podem recarregar as energias, enquanto o pessimismo consome energia e atrai mais negatividade para nossas vidas.
 
 
3. Sentimentos tóxicos
 
Choques emocionais e raiva intensa também esgotam as energias, assim como ressentimentos e mágoas nutridos durante anos seguidos.
 
Não é à toa que muitas pessoas ficam estagnadas e não são prósperas.
 
Isso acontece quando a energia que alimenta o prazer, o sucesso e a felicidade é gasta na manutenção de sentimentos negativos.
 
Medo e culpa também gastam energia, e a ansiedade descompassa a vida.
 
Por outro lado, os sentimentos positivos, 'como a amizade, o amor, a confiança, o desprendimento, a solidariedade, a auto-estima, a alegria e o bom-humor recarregam as energia e dão força para empreender nossos projetos e superar os obstáculos.
 
  
4. Fugir do presente
 
As energias são colocadas onde a atenção é focada.
 
O homem tem a tendência de achar que no passado as coisas eram mais fáceis: 'bons tempos aqueles!', costumam dizer.
 
Tanto os saudosistas, que se apegam às lembranças do passado, quanto àqueles que não conseguem esquecer os traumas, colocam suas energias no passado.
 
Por outro lado, os sonhadores ou as pessoas que vivem esperando pelo futuro, depositando nele sua felicidade e realização, deixam pouca ou nenhuma energia no presente.
 
E é apenas no presente que podemos construir nossas vidas.
    
5. Falta de perdão
 
Perdoar significa soltar ressentimentos, mágoas e culpas.
 
Libertar o que aconteceu e olhar para frente.
 
Quanto mais perdoamos,menos bagagem interior carregamos, gastando menos energia ao alimentar as feridas do passado.
 
Mais do que uma regra religiosa, o perdão é uma atitude inteligente daquele que busca viver bem e quer seus caminhos livres, abertos para a felicidade.
 
Quem não sabe perdoar os outros e a si mesmo, fica 'energeticamente obeso', carregando fardos passados.
   
 
6. Mentira pessoal
 
Todos mentem ao longo da vida, mas para sustentar as mentiras muita energia é gasta.
 
Somos educados para desempenhar papéis e não para sermos nós mesmos: a mocinha boazinha, o machão, a vítima, a mãe extremosa, o corajoso, o pai enérgico, o mártir e o intelectual.
 
Quando somos nós mesmos, a vida flui e tudo acontece com pouquíssimo esforço.
   
7. Viver a vida do outro
 
Ninguém vive só e, por meio dos relacionamentos interpessoais, evoluímos e nos realizamos, mas é preciso ter noção de limites e saber amadurecer também nossa individualidade.
 
Esse equilíbrio nos resguarda energeticamente e nos recarrega.
 
Quem cuida da vida do outro, sofrendo seus problemas 'e interferindo mais do que é recomendável, acaba não tendo energia para construir sua própria vida.
 
O único prêmio, nesse caso, é a frustração.
   
 
8. Bagunça e projetos inacabados
 
A bagunça afeta muito as pessoas, causando confusão mental e emocional.
 
Um truque legal quando a vida anda confusa é arrumar a casa, os armários, gavetas, a bolsa e os documentos, além de fazer uma faxina no que está sujo.
 
À medida que ordenamos e limpamos os objetos, também colocamos em ordem nossa mente e coração.
 
Pode não resolver o problema, mas dá alívio.
 
Não terminar as tarefas é outro 'escape' de energia.
 
Todas as vezes que você vê, por exemplo, aquele trabalho que não concluiu, ele lhe 'diz' inconscientemente:
 
'Você não me terminou ! Você não me terminou !'
 
Isso gasta uma energia tremenda.
 
Ou você a termina ou livre-se dela e assuma que não vai concluir o trabalho.
 
O importante é tomar uma atitude.
 
O desenvolvimento do autoconhecimento, da disciplina e da terminação fará com que você não invista em projetos que não serão concluídos e que apenas consumirão seu tempo e energia.
   
9. Afastamento da natureza
 
A natureza, nossa maior fonte de alimento energético, também nos limpa das energias estáticas e desarmoniosas.
 
O homem moderno, que habita e trabalha em locais muitas vezes doentios e desequilibrados, vê-se privado dessa fonte maravilhosa de energia.
 
A competitividade, o individualismo e o estresse das grandes cidades agravam esse quadro e favorecem o 'vampirismo energético'
(*), onde todos sugam e são sugados em suas energias vitais.
 
Vamos tentar melhorar nossa energia pessoal.
 
Atitudes erradas jogam energia pessoal no lixo.
Posicionar os móveis de maneira correta, usar espelhos para proteger a entrada da casa, colocar sinos de vento para elevar a energia ou ter fontes d'água para acalmar o ambiente, são medidas que se tornarão ineficientes se quem vive neste espaço não cuidar da própria energia.
Portanto, os efeitos positivos da aplicação do Feng Shui nos ambientes estão diretamente relacionados à contenção da perda de energia das pessoas que moram ou trabalham no local.
O ambiente faz a pessoa, e vice-versa.
 
A perda de energia pessoal pode ser manifestada de várias formas, tais como:
 
- a falha de memória (o famoso 'branco')
- o cansaço físico (o sono deixa se ser reparador)
- a ocorrência de doenças degenerativas e psicossomáticas
- a prosperidade e a satisfação diminuem (os talentos não se manifestam mais, por falta de energia)
- o magnetismo pessoal desaparece
- o medo constante de que o outro o prejudique
(*)(aumentando a competição, o individualismo e a agressividade, falta proteção contra as energias negativas e aumenta o risco de sofrer com o 'vampirismo energético')
 
 
 
 
 
Fonte: Sonia Hirsch - Jornalista e pesquisadora naturista.

No meio do peito, bem atrás do osso onde a gente toca quando diz "eu", fica uma pequena glândula chamada timo. Seu nome em grego, thýmos significa: energia vital. Precisa dizer mais? Precisa, porque o timo continua sendo um ilustre desconhecido. Ele cresce quando estamos contentes, encolhe pela metade quando estressamos e mais ainda quando adoecemos. Essa característica iludiu durante muito tempo a medicina, que só conhecia através de autópsias e sempre o encontrava encolhidinho. Supunha-se que atrofiava e parava de trabalhar na adolescência, tanto que durante décadas os médicos americanos bombardeavam timos adultos perfeitamente saudáveis com megadoses de raios X achando que seu "tamanho anormal" poderiam causar problemas.Mais tarde a ciência demonstrou que, mesmo encolhendo após a infância, continua totalmente ativo; é um dos pilares do sistema imunológico, junto com as glândulas adrenais e a espinha dorsal, e está diretamente ligado aos sentidos, à consciência e à linguagem. Como uma central telefônica por onde passam todas as ligações, faz conexões para fora e para dentro. Se somos invadidos por micróbios ou toxinas, reage produzindo células de defesa na mesma hora.Mas também é muito sensível a imagens, cores, luzes, cheiros, sabores, gestos, toques, sons, palavras, pensamentos.Amor e ódio o afetam profundamente. Idéias negativas têm mais poder sobre ele do que vírus ou bactérias. Já que não existem em forma concreta, o timo fica tentando reagir e enfraquece, abrindo brechas para sintomas de baixa imunidade, como herpes.Em compensação, idéias positivas conseguem dele uma ativação geral em todos os poderes, lembrando a fé que remove montanhas.O teste do pensamentoUm teste simples pode demonstrar essa conexão. Feche os dedos polegar e indicador na posição de ok, aperte com força e peça para alguém tentar abri-los enquanto você pensa "estou feliz". Depois repita pensando "estou infeliz". A maioria das pessoas conserva a força nos dedos com a idéia feliz e enfraquece quando pensa infeliz. (Substitua os pensamentos por uma bela sopa de legumes ou um lindo sorvete de chocolate para ver o que acontece...)Esse mesmo teste serve para lidar com situações bem mais complexas.Por exemplo, quando o médico precisa de um diagnóstico diferencial, seu paciente tem sintomas no fígado que tanto podem significar câncer quanto abscessos causados por amebas. Usando lâminas com amostras, ou mesmo representações gráficas de uma e outra hipótese, testa a força muscular do paciente quando em contato com elas e chega ao resultado.As reações são consideradas respostas do timo e o método, que tem sido demonstrado em congressos científicos ao redor do mundo, já é ensinado na Universidade de São Paulo (USP) a médicos acupunturistas.O detalhe curioso é que o timo fica encostadinho no coração, que acaba ganhando todos os créditos em relação a sentimentos, emoções, decisões, jeito de falar, jeito de escutar, estado de espírito... "Fiquei de coração apertadinho", por exemplo, revela uma situação real do timo, que só por reflexo envolve o coração.O próprio chacra cardíaco, fonte energética de união e compaixão, tem mais a ver com o timo do que com o coração - e é nesse chacra que, segundo os ensinamentos budistas, se dá a passagem do estágio animal para o estágio humano."Lindo!", você pode estar pensando, "mas e daí?". Daí que, se você quiser, pode exercitar o timo para aumentar sua produção de bem estar e felicidade.Como? Pela manhã, ao levantar, ou à noite, antes de dormir.1. Fique de pé, os joelhos levemente dobrados. A distância entre os pés deve ser a mesma dos ombros. Ponha o peso do corpo sobre os dedos e não sobre o calcanhar, e mantenha toda a musculatura bem relaxada.2. Feche qualquer uma das mãos e comece a dar pancadinhas contínuas com os nós dos dedos no centro do peito, marcando o ritmo assim: uma forte e duas fracas. Continue entre três e cinco minutos, respirando calmamente, enquanto observa a vibração produzida em toda a região torácica. O exercício estará atraindo sangue e energia para o timo, fazendo-o crescer em vitalidade e beneficiando também pulmões, coração, brônquios e garganta. Ou seja, enchendo o peito de algo que já era seu e só estava esperando um olhar de reconhecimento para se transformar em coragem, calma, nutrição emocional, abraço.Ótimo, Intimo, Cheio de estímulo. Bendito Timo.
Buscar o equilíbrio e o alinhamento entre os corpos: emocional, afetivo e físico é uma das tarefas na arte de viver bem. Cuidar do corpo e do espírito como disse o médico Jesus é o segredo da eterna vida saudável. Muitos desses cuidados alinhavamos em nosso livro: “Saúde ou doença: a escolha é sua”. Nos cuidados com o corpo basta o básico: pouca comida e saudável; muita água; usar o corpo é básico – quem não tiver oportunidade de trabalho corporal deve usar o esporte ou exercícios; respirar de forma correta é vital; respeitar os ritmos da vida – tipo luz e escuridão no dormir e no acordar; interagir o corpo com a Terra – muitas pessoas vivem em cima de sola de borracha ou plástico o dia todo.
Quanto aos cuidados com o espírito também basta o básico: a mente deve estar exercitada para conviver em harmonia com os sentim
entos; na vida de relações – só faça aos outros; o que gostaria que lhe fosse feito. Resumindo seja útil e feliz...
Claro que não basta decretar que sou feliz; é preciso primeiro o diagnóstico correto de mim mesmo como um todo (autoconhecimento); a participação ou ajuda externa (recursos complementares como terapia); na arte da cura recomendo além do que todos já conhecem (nada a ver com remédios): o xamanismo que ajusta e alinha os corpos mental, emocional e claro que harmoniza o físico; sem dúvida que o timo agradece.
Para finalizar este bate papo: O que o amigo está fazendo com sua saúde? Se estiver doente, quer a cura para que? Que utilidade dará a ela?
Abraço grande e apertado (uma forma de cura).
 
 
 
 
pesquisas científicas
Gareth Cook
 
Em um laboratório tranqüilo, Andrew Newberg tira fotografias do que os fiéis chamam de presença de Deus. O jovem neurologista convida budistas e freiras franciscanas a meditarem e orarem em uma sala fechada. Depois, no momento da mais alta devoção, ele injeta um marcador que viaja até o cérebro e revela sua atividade no momento da transcendência. Um padrão emergiu das experiências de Newberg: Existe uma pequena região, próxima à parte posterior do cérebro, que calcula constantemente a orientação espacial da pessoa, dando uma idéia de onde o corpo da pessoa termina e o resto do mundo começa.
         Durante prece intensa ou meditação, essa região torna-se um oásis tranqüilo de inatividade, por razões ainda inteiramente desconhecidas. Esse fato poderia explicar a comunhão espiritual de ausência de limites, sentida pelos religiosos ao longo das eras.
"Ela embaça a relação entre o eu e o outro", disse Newberg. O neurologista é professor assistente da Universidade de Pensilvânia e seu trabalho foi publicado na edição de 10 de abril da revista   Psychiatry Research: Neuroimaging. "Se forem longe o bastante, os praticantes têm uma dissolução completa do eu, uma sensação  de união, de espaço infinito". Newberg e outros cientistas estão descobrindo que as diversas tradições de devoção humanas têm uma realidade biológica poderosa. Durante intensa meditação ou prece, tanto o cérebro quanto o corpo experimentam mudanças ainda pouco compreendidas, que poderiam trazer nova compreensão da experiência religiosa e, talvez um dia, até fornecer dicas para se viver com mais saúde e plenitude. Segundo os cientistas, o novo campo de estudo já forneceu evidências de que esses estados meditativos -que dependem do desligamento dos sentidos e de repetição de palavras, frases ou movimentos- são uma parte natural do cérebro. E que os humanos  são, em certo sentido, seres inerentemente espirituais.
"A prece é o meio que o cérebro moderno tem para se conectar  com estados de consciência ancestrais poderosos", disse Gregg Jacobs, professor assistente de psiquiatria na Escola de Medicina de Harvard, que publicou diversos estudos sobre como as ondas cerebrais se modificam durante a meditação. Com os estados meditativos, as pessoas parecem desligar o que Gregg chama de "conversa interior" do cérebro superior, consciente.
Durante a meditação, os pesquisadores observaram aumento na atividade das ondas cerebrais "teta", um tipo que se move lentamente e que inibe outras atividades do cérebro. Com base em uma análise preliminar de dados recentes, Gregg disse que observou atividade teta inibidora saindo de uma área do cérebro, chamada de lobo parietal, que contém o oásis tranqüilo da prece. Eventualmente, os pesquisadores esperam poder identificar um centro biológico comum nas muitas variedades mundiais de adoração.
No entanto, na medida em que os cientistas adotam tecnologia cada vez mais sofisticada para o estudo da religião, muitos advertem que esses primeiros vislumbres de território misterioso não devem ser excessivamente interpretados. "O que quer que possamos aprender sobre esses estados será uma grande vantagem para nós", disse Lawrence E. Sullivan, diretor do Centro de Estudos das Religiões Mundiais de Harvard.
Há o perigo, entretanto, "de que nossa tecnologia e conclusões não se igualem à riqueza e complexidade da religião". A própria prece é espetacular em sua diversidade, disse Sullivan, citando a tradição Taoista de meditação profunda, na qual os  praticantes imaginam seu próprio nascimento, e os cânticos e danças rituais de um povo que habita uma região próxima ao rio Orinoco, da Venezuela, quando os adolescentes atingem estado de transe estático e depois morrem metaforicamente. Nos anos 1970, alguns pesquisadores começaram a estudar seriamente o valor terapêutico da religião. Herbert Benson, presidente do Instituto Corpo/Mente afiliado à Universidade de Harvard, cunhou a expressão "resposta de relaxamento", para descrever as mudanças psicológicas saudáveis nas pessoas que seguiam práticas meditativas orientais. Recentemente, no entanto, os pesquisadores também passaram a considerar práticas de prece ocidentais similarmente intensas. No ano passado, os Institutos Nacionais de Saúde (NIH) anunciaram que estariam financiando um ensaio clínico na Universidade Johns Hopkins para estudar os efeitos de longas sessões de oração de um grupo de mulheres afro-americanas com câncer de mama -o primeiro estudo desse tipo em toda a história. Uma das mais impressionantes descobertas aconteceu em 1997, quando uma equipe de pesquisadores da Universidade da Califórnia em San Diego descobriu o que chamaram de "módulo Deus", no cérebro. Eles estudaram pacientes que sofriam de uma forma de epilepsia que afeta o lobo temporal do cérebro. Esses pacientes têm experiências profundamente religiosas durante os acessos e depois ficam fascinados com assuntos místicos.
Os pesquisadores, chefiados por Vilayanur Ramachandran, disseram que os acessos fortaleciam uma porção do cérebro que responde a palavras religiosas, implicando que o sentimento religioso é parte da arquitetura cerebral. Newberg, da Pensilvânia, que é autor de um livro lançado este mês chamado "Why God Won't Go Away" (por que Deus não irá embora), disse que o mistério da experiência religiosa era inerentemente difícil de ser resolvido em laboratório, especialmente com um scanner de cérebro barulhento funcionando. Sua estratégia, no entanto, tem sido usar uma técnica chamada Spect, que usa um marcador que se fixa no padrão de atividade cerebral ao ser injetado, mas pode ser observado depois, com o scanner. Newberg já discutiu suas descobertas em conferências científicas, mas somente os resultados com budistas foram publicados. Ninguém sabe ainda, entretanto, porque o cérebro tem essa habilidade milagrosa de atingir outros tipos de estados de consciência, simplesmente voltando-se para dentro, aquietando-se, concentrando-se em uma imagem trêmula e repetindo uma frase sagrada.
Algumas pessoas interpretarão os resultados da pesquisa como evidência de que Deus é um produto do cérebro, enquanto outras dirão que são evidência de que o cérebro é um produto de algum poder maior -que, como diz Benson, " talvez Deus nos tenha dado o mecanismo para entender e sentir Deus de determinada forma".

Nenhum comentário:

Postar um comentário